Raiva – Diagnóstico e Prevenção

O que é?

A raiva é uma infecção viral do tecido cerebral que causa irritação e inflamação deste e da espinhal medula.

É um doença infecciosa que afecta os mamíferos e é causada por um vírus que se instala e multiplica primeiro nos nervos periféricos e depois para o sistema nervoso central. Ocorre nos animais e pode também afectar o ser humano.

A sua transmissão dá-se do animal infectado através da saliva por mordedura, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões. Existem outros casos de transmissão por via inalatória.

É a saliva o principal veículo de transmissão da doença, já que nela o vírus encontra-se concentrado, porém outras secreções como a urina, fezes e até o sangue são também contagiantes para outros animais ou pessoas.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é inicialmente feito pelos sintomas manifestados pelos animais que adoecem quando contaminados pelo vírus. Inicialmente apresentam alterações de seu comportamento, procurando locais escuros para se abrigarem, já que existe a chamada fotofobia, que é o ponto mais determinante, deixam de se alimentar e beber água e mesmo de atenderem ao chamado quando insistidos pelos donos. Com o evoluir da doença que é muito rápido, quando se trata de animais das espécies carnívoras, como cães, quase sempre ocorre em seguida a chamada fase prodrómica, em que esses animais fogem de casa passam a vadiar pelas ruas, quando então passam a ser perseguidos por outros cães vadios, os quais são mordidos pelo animal com raiva e através dessa mordida contaminam novos cães de rua, dando continuidade a doença. A doença evolui para o que se chama fase paralítica, em que não se podem mexer mais e desta forma acabam por morrer atropelados nas ruas. Acontecendo a chamada paralisia do maxilar, sintoma quase sempre presente, não conseguindo fecharem a boca passam a babar, o que chama a atenção do dono, o latido do cão com raiva torna-se mais característico, emitido num duplo tom o que permite o diagnóstico da doença pelo simples ouvir desse latido.

Prevenção

Para evitar-se a doença, a vacinação dos animais susceptíveis, principalmente de cães e gatos, é a medida principal.
No caso do homem, somente é indicada a vacinação como medida terapêutica, em caso do mesmo haver sido exposto à mordedura ou contacto com animais suspeitos de raiva, ou tenha se contaminado acidentalmente, e nestes casos, a urgência da vacinação é de suma importância, assim como número de doses da vacina proporcional à gravidade do caso.

Como advertência final, a Raiva é uma doença curável, mas os meios profiláticos existentes de vacinação, são apenas preventivos e não curativos. Mesmo o homem quando mordido por um cão suspeito de estar com raiva, essa vacinação subsequente deve ser efectuada o mais rapidamente possível, a fim de possibilitar que o organismo humano fabrique sob o estímulo da vacina os anticorpos necessários a deterem a propagação do vírus em sentido ao cérebro, e antes que isto tenha tempo de ocorrer, já que essa propagação do vírus é em sentido centrípeto para o cérebro e lenta porque efectuada pelos nervos da região que se deu a mordida.

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