Rios de Portugal

Rios de Portugal

Vamos começar por falar do que são Rios: são cursos permanentes de água doce, o rio que vai desaguar noutro rio chama-se afluente, Foz é o lugar em que as águas do rio entram no mar ou noutro rio. Chama-se nascente o ponto onde o rio nasce, e leito o terreno por onde corre. As terras que ladeiam o rio chamam-se as margens.

Os maiores rios que passam em Portugal nascem em Espanha, são eles os seguintes: o Douro, que desagua no Porto; o Tejo, que vai desaguar a oeste de Lisboa; e o Guadiana, que vai ao mar em Vila Real de Santo António. Dos rios que nascem em Portugal, os de maior importância são: o Mondego, que passa por Coimbra e vai desaguar na Figueira da Foz, e o Sado, que entra no mar perto de Setúbal.

Aqui segue a lista dos principais rios de Portugal, mas temos muitos mais:

MINHO – Nasce em Espanha na região de Lugo e desagua em Caminha, tem cerca de 340 km de comprimento e serve de fronteira entre a confluência com o Trancoso e a foz.

LIMA – Nasce em Espanha, a Sul de Orense e desagua em Viana do Castelo.

CÁVADO – Nasce na Serra do Larouco e desagua em Esposende.

Afluentes – Homem.

AVE – Nasce na Serra da Cabreira e desagua em Vila do Conde.

DOURO – Nasce em Espanha, na Serra de Urbion a 2000 m de altitude e desagua no Porto, tem cerca de 930 km.

Afluentes da margem direita: Sabor, Tua, Corgo, Tâmega e Sousa.

Afluentes da margem esquerda: Côa, Távora, Varosa, Paiva e Arda.

VOUGA – Nasce na Serra da Lapa e desagua em Aveiro.

Afluente da margem direita: Caima.

Afluente da margem esquerda: Águeda.

MONDEGO – Nasce na Serrra da Estrela a 1425 m de altitude e desagua na Figueira da Foz, tem cerca de 227 km.

Afluente da margem direita: Dão.

Afluentes da margem esquerda: Alva, Ceira e Arunca.

LIS – Nasce no maciço calcáreo de Porto de Mós e desagua em Leiria.

Afluente: Lena.

TEJO – Nasce em Espanha na Serra de Albarracim e desagua em Lisboa, tem cerca de 1120 km. Em Portugal tem 275 km. É o maior rio da Península Ibérica.

Afluentes da margem direita: Erges, Ponsul, Ocresa, Zêzere, Almonda e Alviela.

Afluentes da margem esquerda: Sever, Nisa, Sorraia e Almansor.

SADO – Nasce em Ourique a 232 m de altitude e desagua em Setúbal, tem cerca de 175 km.

Afluentes da margem direita: Roxo, Figueira, Odivelas, Alcáçovas, São Martinho. Marateca e Xarrana.

Afluente da margem esquerda: Campilhas.

MIRA – Nasce na Serra de Mu e desagua em Vila Nova de Mil Fontes, tem 130 km.

GUADIANA – Nasce em Espanha nas Lagoas de Ruidera e desagua em Vila Real de Santo António, serve de fronteira entre a confluênciado Caia e um pouco ao Norte de Mourão e depois entre o Xança e a foz.

Afluentes da margem direita: Caia, Degebe, Cobres e Vascão.

Carta Geologica de Portugal

Uma das funções da Carta Geologia é descobrir as zonas de risco e detectar as falhas que podem fazer tremer  a Terra, é ajudar também na descoberta de recursos naturais, como a extracção de água, e no Ordenamento do Território.

O território continental é constituído por três unidades principais, quer do ponto de um ponto de vista cronológico, quer da estrutura dos terrenos. Essas unidades morfoestruturais são:

– 1º Maciço Hespérico

– 2º Orla Mesocenozóica Ocidental ou Lusitana e Orla Meridional ou Algarvia

– 3º Bacia Cenozóica do Tejo e do Sado

1º – Maciço Hespérico

Também designado ibérico, maciço antigo ou maciço hercínico da meseta ibérica, caracteriza-se por ser uma região que, desde o Paleozóico, está emersa e desde então sujeita à erosão.

É formado por terrenos antigos, anteriores à deriva continental meso-cenozóica. São conhecidas rochas metamórficas, sedimentares e magmáticas com idades compreendidas entre o Pré-Câmbrico e o final do Paleozóico. Este maciço corresponde ao troço ibérico da grande cadeia hercínica da Europa.

As ilhas Berlengas e Farilhões pertencem a este maciço e representam afloramentos deste substrato na plataforma continental. Uma porção da parte imersa do maciço hespérico está coberta pelas formações cenozóicas da bacia Tejo-Sado.

A superfície da meseta foi, posteriormente, deformada por falhas que originaram compartimentos elevados do tipo horst, como o do conjunto Lousã-Estrela.

2º – Orlas mesocenozóicas

Quando da subsidência de extensas fossas precursoras da fragmentação da Pangeia e abertura posterior do oceano Atlântico, formaram-se os terrenos que constituem as orlas mesocenozóicas. São porções da crosta jovem acrescentada à crosta antiga e às margens continentais que então se formaram.

Orla ocidental ou lusitana

A série mesozóica, que é discordante relativamente ao soco constituído por matéria mais antiga, inicia-se por uma série continental detrítica com conglomerados, arenitos e argilas, regra geral de cor vermelha, correspondente ao Triássico superior.

A esta série sucede-se uma série lagunar com argilas vermelhas, margas, gesso e sal-gema. Estas constituem as explorações de gesso de Soure, Sesimbra e Óbidos e as de sal-gema de Rio Maior. Nesta altura ocorreu uma transgressão originando uma série calcária fossilífera com amonites e alguns braquiópodes. Esta série calcária está representada nos maciços calcários de Sicó, Alvaiázere, Aire, Candeeiros, Arrábida, etc.

No Jurássico superior, o mar é regressivo, como se pode observar pelos depósitos de fácies marinho cada vez menos profundo, com calcários recifais, margas lagunares com leitos de carvão, etc. Apresenta também fácies continentais com séries de conglomerados, arenitos e argilas. O Cretácico inferior é ainda regressivo, mantendo-se a sedimentação continental do mesmo tipo que a anterior. Seguiu-se uma transgressão em que se constituíram depósitos calcários. O Cretácico superior está reduzido à região de Aveiro-Coimbra. É nesta época que se formam os maciços eruptivos de Sintra, Sines e Monchique, a que se sucederam fenómenos de vulcanismo testemunhados pelo denominado complexo vulcânico de Lisboa-Nazaré. Neste complexo encontram-se materiais extrusivos como lavas, piroclastos, filões, diques, chaminés e soleiras vulcânicas. O Miocénio marinho é caracterizado por transgressões e regressões, encontrando-se depósitos muito fossilíferos. No Quaternário, no sector situado a norte do Tejo, existem grandes fracturas, possivelmente hercínicas, e dobras amplas relacionadas com fenómenos de diapirismo. A serra da Arrábida, embora uma cadeia pequena e incompleta, é o acidente orogénico alpino mais importante do ocidente peninsular. Em Espanha são cadeias alpinas as Béticas e os Pirenéus.

Têm-se encontrado provas de que estas deformações se têm continuado e continuam a formar nos tempos actuais.

Orla meridional ou algarvia

A formação desta orla iniciou-se ao mesmo tempo que a orla ocidental, no Triássico superior, com a deposição de uma série continental, denominada grés de Silves. Ao grés de Silves, seguem-se calcários dolomíticos, margas, argilas e evaporitos. Esta série é sobreposta por calcários do Cretácico. O Miocénico marinho está confinado à faixa litoral, sendo constituído por calcários impuros, detríticos e margosos, visíveis nas arribas entre Lagos e Albufeira. O Pliocénico tem fácies continental e é constituído por depósitos detríticos de cor vermelho-alaranjada. O Quaternário tem fácies litoral e é constituído por depósitos de praias levantadas com seixos rolados.

3º – Bacia Cenozóica do Tejo-Sado

As bacias do Tejo e do Sado constituem uma unidade estrutural com as mesmas características litológicas e estruturais. Há duas bacias hidrológicas, mas o que nos interessa é o significado geológico destes terrenos. A individualização desta bacia teve início no Terciário com:

– o afundamento da região, entre falhas;

-enchimento posterior por materiais oriundos de zonas periféricas.

A parte inferior da série sedimentar desta bacia é francamente continental, com formações detríticas grosseiras na base e intercalações de calcários e argilitos de neoformação. A subsidência da bacia é fenómeno marcante e pensa-se que ainda continua na actualidade, embora a sedimentação venha, desde o princípio, a preencher a área deprimida. O Miocénico continental, fossilífero (ossos de vertebrados, gastropódes límnicos, impressões vegetais, etc.), é constituído por arenitos que apresentam intercalações conglomeráticas e formações argilosas.

Foi no Miocénico que ocorreram algumas acções transgressivas do mar que, mais ou menos, penetraram na bacia. Ao Miocénico continental seguiu-se o Pliocénico, também continental, com sedimentação fluvial detrítica, arenitos, conglomerados e argilitos. O Quaternário está bem representado pelos diversos níveis de terraços fluviais ao longo dos leitos do Tejo e do Sado e alguns dos seus afluentes.

Placas Tectónicas

Uma placa tectónica é uma porção de litosfera limitada por zonas de convergência, zonas de subducção e zonas conservativas.

A Terra tem sete placas tectónicas principais e muitas mais sub-placas de menores dimensões. Segundo a teoria da tectónica de placas, as placas tectónicas são criadas nas zonas de divergência, ou “zonas de rifte”, e são consumidas em zonas de subducção. É nas zonas de fronteira entre placas que se regista a grande maioria dos terremotos e erupções vulcânicas. São reconhecidas 52 placas tectônicas, 14 principais e 38 menores.

Limites das placas tectónicas

Podemos considerar três tipos principais de limites entre as placas tectónicas: convergentes, divergentes e transformantes.

Limites convergentes

São, de modo geral, zonas de subducção, onde as placas se encontram e explodem. Uma delas mergulha por debaixo da outra (sempre a mais densa) e regressa à astenosfera. Existem três tipos de convergência:

•            Convergência crosta oceânica-crosta continental

Quando isso acontece, normalmente formam-se fossas abissais.

Um exemplo é a fossa Peru-Chile, onde a placa de Nazca mergulha sob aplaca Sul-americana. A zona de convergência entre uma placa oceânica e uma placa continental é chamada de margem continental ativa. Isto acontece porque a crosta oceânica é mais densa que a crosta continental, deste modo imerge.

•            Convergência crosta oceânica-crosta oceânica

Nesses casos, formam-se arcos vulcânicos, como nas ilhas Marianas (placa do Pacífico e placa das Filipinas)

•            Convergência crosta continental-crosta continental

Nestes casos é muito difícil que uma placa mergulhe sobre a outra por causa da densidade de alguns elementos. Às vezes uma placa sobrepõe-se sobre a outra, num movimento de obducção. Pode ocorrer também a colisão entre as placas e a formação de cadeias de montanhas. O exemplo mais conhecido é o choque da placa Euro-Asiática com a indiana, que deu origem à cadeia dos Himalaias.

 

Limites divergentes

Também chamados cristas em expansão ou margens construtivas, porque nesses limites está sendo aumentada a crosta oceânica, a partir de magma vindo do manto, causando o afastamento das placas tectónicas. São exemplos de formações de limites divergentes as cordilheiras submarinas meso-oceânicas.

 

Lista de placas tectónicas

Placas principais

•            Placa Africana

•            Placa da Antártida

•            Placa Arábica

•            Placa Australiana

•            Placa das Caraíbas

•            Placa de Cocos

•            Placa Euroasiática

•            Placa das Filipinas

•            Placa Indiana

•            Placa Juan de Fuca

•            Placa de Nazca

•            Placa Norte-americana

•            Placa do Pacífico

•            Placa de Scotia

•            Placa Sul-americana

Placas menores

•            Placa da Anatólia

•            Placa do Altiplano

•            Placa de Amur

•            Placa dos Andes Norte

•            Placa da Birmânia

•            Placa de Bismarck Norte

•            Placa de Bismarck Sul

•            Placa da Carolina

•            Placa de Doberai

•            Placa Futuna

•            Placa das Galápagos

•            Placa de Gorda

•            Placa Helênica

•            Placa Iraniana

•            Placa Juan Fernandez

•            Placa de Kermadec

•            Placa Manus

•            Placa Maoke

•            Placa das Marianas

•            Placa do Mar de Banda

•            Placa do Mar Egeu

•            Placa do Mar das Molucas

•            Placa do Mar de Salomão

•            Placa das Novas Hébridas

•            Placa de Niuafo’ou

•            Placa de Okhotsk

•            Placa de Okinawa

•            Placa do Panamá

•            Placa de Páscoa

•            Placa do Recife de Balmoral

•            Placa do Recife de Conway

•            Placa de Rivera

•            Placa das Sandwich

•            Placa das Shetland

•            Placa da Somália

•            Placa de Sunda

•            Placa de Timor

•            Placa de Tonga

•            Placa de Woodlark

•            Placa do Yangtzé

Placas no interior de orógenos

Alguns modelos identificam mais algumas placas menores no interior de orógenos actuais:

•            Placa Apuliana ou Adriática

•            Placa Explorer

•            Placa de Gorda

Placas antigas

•            Placa de Aluk

•            Placa Báltica

•            Placa de Bellingshausen

•            Placa de Charcot

•            Placa da Ciméria

•            Placa Farallon

•            Placa Insular

•            Placa Intermontana

•            Placa de Izanagi

•            Placa de Kula

•            Placa de Lhasa

•            Placa de Moa