D. Teresa de Leão

Teresa de Leão, Condessa de Portugal, mas mais conhecida em Portugal por Dona Teresa, nasceu em 1080 filha da relação entre Afonso VI, Rei de Leão e Castela, e Ximena Moniz, uma nobre castelhana que frequentava a corte e os aposentos do monarca.

Foi criada pela sua mãe e pelo seu avô, Teresa, filha bastarda do rei, acabou por ser entregue em casamento pelo seu pai a Henrique de Borgonha, um nobre francês que por várias vezes ajudou Afonso VI na guerra da reconquista contra os mouros.

Como dote de casamento o rei ofereceu ao jovem casal, pois Teresa tinha 13 anos e Henrique tinha 24 quando casaram, o Condado de Portucale, território abrangido entre os rios Minho e Vouga. Da relação entre Teresa e Henrique nasceram vários filhos, mas o único varão sobrevivente foi Afonso Henrique, aquele que viria a ser o primeiro Rei de Portugal.

Em 1112, depois da morte do seu marido, D. Teresa chama a si o governo do condado sob a forma de regência em nome do seu filho, apegando-se demasiado ao poder e chegando mesmo a auto-proclamar-se rainha.

Por essa altura D. Teresa vê-se obrigada a defender-se dos ataques da sua meia-irmã D. Urraca, Rainha de Castela e Leão, que pretendia reclamar para si o Condado de Portucale.

As forças de Castela e Leão derrotaram facilmente o exército de D. Teresa que acabaria cercada no Castelo de Lanhoso. Apesar da sua posição de inferioridade, a regente conseguiu ainda negociar aquele que ficaria para a história como o Tratado de Lanhoso e através do qual garantiu a sua continuidade à frente do Condado de Portucale.

Passada esta crise D. Teresa volta a sua atenção para uma aliança com Fernão Peres, conde de Trava, um galego que também ambicionava o condado.

Esta relação fez com que os nobres portugueses e o seu próprio filho, Afonso Henriques, se revoltassem contra D. Teresa, situação que se agravou quando esta se recusou a entregar o governo ao infante que atingira a maioridade.

E assim começa uma guerra aberta entre Afonso Henriques e a sua mãe, uma disputa que terminaria em 1128, com a batalha de São Mamede. Ai as forças de D. Henrique derrotam os homens de D. Teresa, obrigando-a a entregar definitivamente o governo ao filho.

A partir deste momento existem duas correntes de opinião em relação ao destino que teve D. Teresa. Uns dizem que teria sido enclausurada pelo filho D. Afonso Henriques no Castelo de Lanhoso, onde viria a falecer em 1130.

No entanto, há quem defenda que após a derrota de São Mamede, D. Teresa, acompanhada pelo conde galego Fernão Peres, terá fugido para a Galiza, onde se exilou e onde acabaria por falecer em 1130.

Actualmente os restos de D. Teresa estão na Sé de Braga, junto aos do seu marido Henrique de Borgonha.

É inquestionável a importância que esta mulher teve para a fundação de Portugal. Foi graças às suas acções que o pequeno Condado de Portucale resistiu durante anos ao assédio castelhano, criando e mantendo uma identidade que viria a resultar na independência e na criação de um novo país.

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Factos Históricos do Futebol Clube do Porto

O Teu Conhecimento seleccionou alguns factos históricos de uma das principais equipas portuguesas, o Futebol Clube do Porto.

  • O FC Porto é considerado, no século XXI, segundo o “Club World Ranking (21st Century)” do Oosterpark Rankings, o maior clube português, o 6º da Europa e o 7º do Mundo.
  • O FC Porto foi considerado segundo a Classificação Mundial de Clubes da IFFHS desde 1991, o maior clube português, o 7º da Europa e o 12º do Mundo;
  • O FC Porto foi considerado, segundo o “Worldwide Historical Clubs Ranking” do brasileiro Marcelo Leme de Arruda, o maior clube português, o 10º da Europa e o 12º do Mundo;
  • O FC Porto foi e está a ser sucessivamente considerado pela CNN um dos melhores clubes     da actualidade, chegando a atingir o quarto lugar, sendo o único clube português a figurar nesta lista.
  • O FC Porto é o clube mais títulado da Europa desde 1974/75 (primeira época pós-Revolução Democrática do “25 de Abril”, período que coincide com o grande crescimento do clube, iniciando a sua hegemonia em Portugal e o seu surgimento na elite internacional). Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia que não encontra rival, à escala nacional e internacional, entre os clubes dos países com mais história no futebol europeu. O FC Porto soma 57 troféus.
  • O FC Porto, no que respeita exclusivamente às provas internacionais durante mesmo período desde 1974/75, foi o único clube português a ter conquistado títulos internacionais (7). Na Europa, os “Dragões” posicionam-se na honrosa 6ª posição, sendo apenas ultrapassado pelos seguintes cinco clubes: AC Milan (12), FC Barcelona (12), Liverpool FC (10), Juventus (10) e Real Madrid CF (8).
  • O FC Porto, no que respeita exclusivamente às provas internacionais, desde o período pós-Revolução Política do 25 de Baril, ou seja, desde 1974/75, foi o único clube português a ter conquistado títulos internacionais (7). Na Europa, os “Dragões” posicionam-se na honrosa 6ª posição, sendo apenas ultrapassado pelos seguintes cinco clubes: AC Milan (12), FC Barcelona (12), Liverpool FC (10), Juventus (10) e Real Madrid CF (8).
  • O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica e o 8º da Europa;
  • O FC Porto é o único clube Português que, na praia de Ipanema no Rio de Janeiro, tem 3 Bandeiras em exposição. Esta situação é bem elucidativa do prestígio e da universalidade do clube. Nesta praia de 6kms desta enorme cidade encontram-se as bandeiras dos clubes mais famosos do mundo.
  • O FC Porto era o único clube português no extinto G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa, sendo também o único representante de Portugal entre os 16 fundadores da Associação Europeia de Clubes (ECA), criada após a extinção do G-14.
  • O FC Porto tem, em Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente mais titulado de todos os clubes do Mundo. A grande distância encontram-se os míticos Santiago Bernabéu do Real Madrid e Josep Luíz Nuñez do FC Barcelona.
  • O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3): Fernando Gomes 2 e Mário Jardel 1.
  • O FC Porto é o clube português com mais participações em competições internacionais oficiais, totalizando 55 participações: 2 presenças na Taça Intercontinental / Mundial de Clubes; 25 presenças na Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões da UEFA; 16 presenças na Taça UEFA; 8 presenças na Taça das Taças e 3 presenças na Supertaça Europeia.
  • O FC Porto é o clube com mais participações na Liga dos Campeões da UEFA (17), falhando apenas na época 1994/95, na época 2002/03, quando venceu a Taça UEFA, e na época de 2010/11, que venceu a Liga Europa.
  • O FC Porto tem um dos melhores registos mundiais de invencibilidade em casa, a nível das competições internacionais: 29 jogos (entre 1974/75 e 1977/78);
  • O FC Porto é o clube Português que mais contribui para o Ranking da UEFA
  • O FC Porto foi pioneiro também na internacionalização: foi o primeiro clube português a receber um conjunto estrangeiro (o Real Fortuna de Vigo, em 1907) e o primeiro clube português a deslocar-se ao estrangeiro (a Vigo, em 1908)
  • O FC Porto formou nos seus quadros futebolísticos uma das maiores referências da história do futebol português, Vítor Baía. Enquanto jogador, Vítor Baía foi aquele que mais títulos conquistou na história do futebol mundial, somando 33 títulos.
  • O FC Porto tem, segundo dados oficiais, cerca de 120.000 sócios, sendo, assim, um dos 5 clubes do Mundo com mais sócios.
  • O FC Porto, em 2004, segundo um estudo realizado pela FutureBrand, uma empresa americana especializada em consultoria de marcas, foi considerado a marca mais valiosa do futebol português. O estudo teve em conta factores como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube. Neste estudo de marcas europeias, o FC Porto ocupou a primeira posição em Portugal e a 21ª na Europa.
  • O FC Porto, através da sua marca, foi avaliado, em 2008, em 291 milhões de euros pela MyBrand. O valor total apurado para a marca F.C. Porto é tanto mais significativo quando comparado com o de outros clubes como o Real de Madrid (340 milhões de euros) ou o Manchester United (331 milhões de euros).
  • O FC Porto, no ano de 2010 foi distinguido pela Delloite como o clube Português que mais receita consegue gerar, com 68.1 milhões de euros, sendo, então, o clube Português mais rico.
  • O FC Porto, até à presente data (Janeiro 2012), já realizou 317 jogos nas Competições Europeia de Clubes, com um palmarés de 149 vitórias, 66 empates e 102 derrotas.
  • O FC Porto, na época de 1996/97, na Liga dos Campeões (fase de grupos), foi a equipa Portuguesa que obteve a mais elevada pontuação, com 16 pontos.
  • O FC Porto e o Liverpool foram os únicos clubes no mundo a ganhar em dois anos consecutivos as competições internacionais em que estiveram envolvidos: a Taça UEFA e a Liga dos Campeões.
  • O FC Porto, o Ajax, a Juventus e o FC Barcelona foram os únicos Clubes no Mundo que ganharam as três competições internacionais no mesmo ano (Liga dos Campeões, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental), o Famoso Triplete Internacional.
  • O FC Porto, no ano de 1987, foi super campeão da Europa ao vencer o Ajax de Amesterdão na Supertaça Europeia por duas vezes pela marca de 1-0.
  • O FC Porto é a equipa Portuguesa que mais golos marcou numa só época numa Competição Europeia. Foi na Taça Uefa/Taça Liga Europa em 2010/2011, com 36 golos.
  • O FC Porto é o único clube português finalista de todas as competições da UEFA e FIFA: Liga dos Campeões, Taça dos Vencedores das Taças, Supertaça Europeia, Taça UEFA e Taça Intercontinental.
  • O FC Porto é o único clube português bi-campeão mundial de clubes.
  • O FC Porto é o único clube português que venceu a Taça UEFA e a Liga Europa.
  • O FC Porto é o único clube português que venceu a Supertaça Europeia.
  • O FC Porto foi considerado pela UEFA a equipa do ano, nos anos de 2003 e 2004, ao comando de José Mourinho, com estrelas como Deco, Ricardo Carvalho, Vítor Baía, Paulo Ferreira e Jorge Costa.
  • O FC Porto é o único clube português que teve nas suas fileiras um jogador que marcou em duas Finais Europeias consecutivas (Taça Uefa 2002/2003 e Liga dos Campeões Europeus 2003/2004). Esse jogador chamava-se Dimitry Alenitchev.
  • O FC Porto teve em Artur Jorge e José Mourinho, os únicos dois treinadores Portugueses Campeões da Europa.
  • Vítor Baía foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes do ano de 2004.
  • O FC Porto é o único Clube Português representado na “Cápsula do Tempo” enterrada pela UEFA para comemorar o jubileu da entidade. Quando em 2054 em Nyon na Suíça a cápsula for desenterrada, lá estarão dois objectos dos Dragões: uma bola autografada pelo plantel que venceu a Liga dos Campeões em 2004 e um par de luvas autografado por Vítor Baía.

Futebol Clube do Porto

O Futebol Clube do Porto é um clube desportivo português fundado em 1893 da cidade do Porto. É o clube português com maior número de títulos do futebol, contabilizando 71 troféus, dos quais 7 internacionais.

É o único clube português penta-campeão de futebol, duas vezes tetra-campeão e detentor de cinco triplas. É, ainda, o clube de futebol europeu com mais títulos desde 1974/75. Se considerarmos todas as categorias de futebol (sénior, júnior e juvenil), o FC Porto é quem mais títulos tem, com 124 troféus. Foi e é o primeiro clube português a terminar o campeonato nacional sem derrotas no século XXI, feito que apenas tinha sido alcançado em 1972/1973 pelo Benfica. Por último, o Porto detém o recorde de maior distância para o segundo classificado: 21 pontos para o Benfica em 2010/2011.

O FC Porto tem sido o clube principal em Portugal desde a década de 1980, acumulando diversos troféus a nível nacional e internacional.

Aqui seguem as classificações e informações sobre as três mais importantes provas portuguesas: o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Supertaça de Portugal.

Estatísticas

  • Jogador com mais jogos: João Domingos Pinto com 407 jogos
  • Maior goleador de sempre: Fernando Gomes com 318 golos (só no Campeonato Nacional)
  • Maior goleador de sempre na Europa: Falcao, com 22 golos
  • Guarda-redes menos batido: Vítor Baía
  • Maior goleada na Europa em casa: 9-0 ao Rabat Ajax de Malta
  • Maior goleada na Europa fora de casa: 8-1 ao Portdown da Irl.do Norte
  • Maior goleada em casa para o campeonato: 12-1 ao Carcavelinhos em 1941/1942
  • Maior goleada fora casa para o campeonato: 12-1 ao Acad. Porto em 1938/1939
  • Maior goleada para a Taça de Portugal em casa: 15-1 à Sanjoanense em 1942/1943
  • Maior goleada para a Taça de Portugal fora de casa: 12-1 ao Leixões em 1939/1940
  • Treinador mais vencedor: Adolphe Cassaigne 1 Camp. Portugal, 9 Camp. Porto, 5 Taças José Monteiro da Costa
  • Treinador Mihaly Siska, no ano de 1939/1940 com 13 vitórias, foi o treinador com mais vitórias seguidas a abrir o campeonato
  • Treinador com mais jogos: José Maria Pedroto com 236 jogos
  • Treinador com mais jogos Internacionais: Jesualdo Ferreira com 39 jogos
  • Maior número de golos marcados numa temporada: 97 golos
  • Menor número de golos sofridos: temporadas de 1979/1980 e 1983/1984 com 9 golos apenas
  • Campeonato ganho com mais pontos: em 1990/1991 67 pontos (com a vitória a 2 pontos)
  • Campeonato ganho com mais pontos: em 2002/2003 com 86 pontos (com a vitória a 3 pontos)
  • Média de Espectadores no Estádio do Dragão: Cerca de 43.000
  • O FC Porto jogou 1002 jogos no Estádio das Antas, tendo vencido 803, empatado 119 e perdido 80
  • O FC Porto com 52 vitórias é o clube com mais vitórias fora de casa nas Competições Internacionais
  • Maior enchente de sempre: 95.000 espectadores no jogo da meia-final da Taça Campeões contra o Dínamo Kiev em 1986/1987,no Estádio das Antas

Rios de Portugal

Rios de Portugal

Vamos começar por falar do que são Rios: são cursos permanentes de água doce, o rio que vai desaguar noutro rio chama-se afluente, Foz é o lugar em que as águas do rio entram no mar ou noutro rio. Chama-se nascente o ponto onde o rio nasce, e leito o terreno por onde corre. As terras que ladeiam o rio chamam-se as margens.

Os maiores rios que passam em Portugal nascem em Espanha, são eles os seguintes: o Douro, que desagua no Porto; o Tejo, que vai desaguar a oeste de Lisboa; e o Guadiana, que vai ao mar em Vila Real de Santo António. Dos rios que nascem em Portugal, os de maior importância são: o Mondego, que passa por Coimbra e vai desaguar na Figueira da Foz, e o Sado, que entra no mar perto de Setúbal.

Aqui segue a lista dos principais rios de Portugal, mas temos muitos mais:

MINHO – Nasce em Espanha na região de Lugo e desagua em Caminha, tem cerca de 340 km de comprimento e serve de fronteira entre a confluência com o Trancoso e a foz.

LIMA – Nasce em Espanha, a Sul de Orense e desagua em Viana do Castelo.

CÁVADO – Nasce na Serra do Larouco e desagua em Esposende.

Afluentes – Homem.

AVE – Nasce na Serra da Cabreira e desagua em Vila do Conde.

DOURO – Nasce em Espanha, na Serra de Urbion a 2000 m de altitude e desagua no Porto, tem cerca de 930 km.

Afluentes da margem direita: Sabor, Tua, Corgo, Tâmega e Sousa.

Afluentes da margem esquerda: Côa, Távora, Varosa, Paiva e Arda.

VOUGA – Nasce na Serra da Lapa e desagua em Aveiro.

Afluente da margem direita: Caima.

Afluente da margem esquerda: Águeda.

MONDEGO – Nasce na Serrra da Estrela a 1425 m de altitude e desagua na Figueira da Foz, tem cerca de 227 km.

Afluente da margem direita: Dão.

Afluentes da margem esquerda: Alva, Ceira e Arunca.

LIS – Nasce no maciço calcáreo de Porto de Mós e desagua em Leiria.

Afluente: Lena.

TEJO – Nasce em Espanha na Serra de Albarracim e desagua em Lisboa, tem cerca de 1120 km. Em Portugal tem 275 km. É o maior rio da Península Ibérica.

Afluentes da margem direita: Erges, Ponsul, Ocresa, Zêzere, Almonda e Alviela.

Afluentes da margem esquerda: Sever, Nisa, Sorraia e Almansor.

SADO – Nasce em Ourique a 232 m de altitude e desagua em Setúbal, tem cerca de 175 km.

Afluentes da margem direita: Roxo, Figueira, Odivelas, Alcáçovas, São Martinho. Marateca e Xarrana.

Afluente da margem esquerda: Campilhas.

MIRA – Nasce na Serra de Mu e desagua em Vila Nova de Mil Fontes, tem 130 km.

GUADIANA – Nasce em Espanha nas Lagoas de Ruidera e desagua em Vila Real de Santo António, serve de fronteira entre a confluênciado Caia e um pouco ao Norte de Mourão e depois entre o Xança e a foz.

Afluentes da margem direita: Caia, Degebe, Cobres e Vascão.

Carta Geologica de Portugal

Uma das funções da Carta Geologia é descobrir as zonas de risco e detectar as falhas que podem fazer tremer  a Terra, é ajudar também na descoberta de recursos naturais, como a extracção de água, e no Ordenamento do Território.

O território continental é constituído por três unidades principais, quer do ponto de um ponto de vista cronológico, quer da estrutura dos terrenos. Essas unidades morfoestruturais são:

– 1º Maciço Hespérico

– 2º Orla Mesocenozóica Ocidental ou Lusitana e Orla Meridional ou Algarvia

– 3º Bacia Cenozóica do Tejo e do Sado

1º – Maciço Hespérico

Também designado ibérico, maciço antigo ou maciço hercínico da meseta ibérica, caracteriza-se por ser uma região que, desde o Paleozóico, está emersa e desde então sujeita à erosão.

É formado por terrenos antigos, anteriores à deriva continental meso-cenozóica. São conhecidas rochas metamórficas, sedimentares e magmáticas com idades compreendidas entre o Pré-Câmbrico e o final do Paleozóico. Este maciço corresponde ao troço ibérico da grande cadeia hercínica da Europa.

As ilhas Berlengas e Farilhões pertencem a este maciço e representam afloramentos deste substrato na plataforma continental. Uma porção da parte imersa do maciço hespérico está coberta pelas formações cenozóicas da bacia Tejo-Sado.

A superfície da meseta foi, posteriormente, deformada por falhas que originaram compartimentos elevados do tipo horst, como o do conjunto Lousã-Estrela.

2º – Orlas mesocenozóicas

Quando da subsidência de extensas fossas precursoras da fragmentação da Pangeia e abertura posterior do oceano Atlântico, formaram-se os terrenos que constituem as orlas mesocenozóicas. São porções da crosta jovem acrescentada à crosta antiga e às margens continentais que então se formaram.

Orla ocidental ou lusitana

A série mesozóica, que é discordante relativamente ao soco constituído por matéria mais antiga, inicia-se por uma série continental detrítica com conglomerados, arenitos e argilas, regra geral de cor vermelha, correspondente ao Triássico superior.

A esta série sucede-se uma série lagunar com argilas vermelhas, margas, gesso e sal-gema. Estas constituem as explorações de gesso de Soure, Sesimbra e Óbidos e as de sal-gema de Rio Maior. Nesta altura ocorreu uma transgressão originando uma série calcária fossilífera com amonites e alguns braquiópodes. Esta série calcária está representada nos maciços calcários de Sicó, Alvaiázere, Aire, Candeeiros, Arrábida, etc.

No Jurássico superior, o mar é regressivo, como se pode observar pelos depósitos de fácies marinho cada vez menos profundo, com calcários recifais, margas lagunares com leitos de carvão, etc. Apresenta também fácies continentais com séries de conglomerados, arenitos e argilas. O Cretácico inferior é ainda regressivo, mantendo-se a sedimentação continental do mesmo tipo que a anterior. Seguiu-se uma transgressão em que se constituíram depósitos calcários. O Cretácico superior está reduzido à região de Aveiro-Coimbra. É nesta época que se formam os maciços eruptivos de Sintra, Sines e Monchique, a que se sucederam fenómenos de vulcanismo testemunhados pelo denominado complexo vulcânico de Lisboa-Nazaré. Neste complexo encontram-se materiais extrusivos como lavas, piroclastos, filões, diques, chaminés e soleiras vulcânicas. O Miocénio marinho é caracterizado por transgressões e regressões, encontrando-se depósitos muito fossilíferos. No Quaternário, no sector situado a norte do Tejo, existem grandes fracturas, possivelmente hercínicas, e dobras amplas relacionadas com fenómenos de diapirismo. A serra da Arrábida, embora uma cadeia pequena e incompleta, é o acidente orogénico alpino mais importante do ocidente peninsular. Em Espanha são cadeias alpinas as Béticas e os Pirenéus.

Têm-se encontrado provas de que estas deformações se têm continuado e continuam a formar nos tempos actuais.

Orla meridional ou algarvia

A formação desta orla iniciou-se ao mesmo tempo que a orla ocidental, no Triássico superior, com a deposição de uma série continental, denominada grés de Silves. Ao grés de Silves, seguem-se calcários dolomíticos, margas, argilas e evaporitos. Esta série é sobreposta por calcários do Cretácico. O Miocénico marinho está confinado à faixa litoral, sendo constituído por calcários impuros, detríticos e margosos, visíveis nas arribas entre Lagos e Albufeira. O Pliocénico tem fácies continental e é constituído por depósitos detríticos de cor vermelho-alaranjada. O Quaternário tem fácies litoral e é constituído por depósitos de praias levantadas com seixos rolados.

3º – Bacia Cenozóica do Tejo-Sado

As bacias do Tejo e do Sado constituem uma unidade estrutural com as mesmas características litológicas e estruturais. Há duas bacias hidrológicas, mas o que nos interessa é o significado geológico destes terrenos. A individualização desta bacia teve início no Terciário com:

– o afundamento da região, entre falhas;

-enchimento posterior por materiais oriundos de zonas periféricas.

A parte inferior da série sedimentar desta bacia é francamente continental, com formações detríticas grosseiras na base e intercalações de calcários e argilitos de neoformação. A subsidência da bacia é fenómeno marcante e pensa-se que ainda continua na actualidade, embora a sedimentação venha, desde o princípio, a preencher a área deprimida. O Miocénico continental, fossilífero (ossos de vertebrados, gastropódes límnicos, impressões vegetais, etc.), é constituído por arenitos que apresentam intercalações conglomeráticas e formações argilosas.

Foi no Miocénico que ocorreram algumas acções transgressivas do mar que, mais ou menos, penetraram na bacia. Ao Miocénico continental seguiu-se o Pliocénico, também continental, com sedimentação fluvial detrítica, arenitos, conglomerados e argilitos. O Quaternário está bem representado pelos diversos níveis de terraços fluviais ao longo dos leitos do Tejo e do Sado e alguns dos seus afluentes.